Quem nunca sonhou em aproveitar as férias de julho na praia, passar o Réveillon em Fernando de Noronha ou curtir o Carnaval no Rio de Janeiro? O problema é que, junto com os dias ensolarados e os feriados prolongados, vêm os preços inflacionados, a corrida por hospedagem e o medo de estourar o orçamento antes mesmo de embarcar. Mas calma: viajar na alta temporada não precisa custar uma fortuna.
Neste artigo, você vai descobrir estratégias reais e comprovadas para planejar viagens em períodos de pico — como julho, dezembro, feriados e Carnaval — sem se endividar. Vamos falar sobre o melhor momento para reservar, como escolher destinos alternativos, usar programas de fidelidade, e até como negociar como um verdadeiro viajante experiente. O objetivo? Provar que bom planejamento transforma qualquer época do ano na melhor época para viajar. Vamos juntos?
Por que os preços explodem na alta temporada (e como isso afeta seu bolso)
A alta temporada é simplesmente o período em que a demanda por viagens dispara. Férias escolares, feriados prolongados, clima favorável — tudo conspira para que milhões de pessoas decidam viajar ao mesmo tempo. E, como em qualquer mercado, quando a procura aumenta, os preços sobem.
Só para ter uma ideia: segundo levantamentos do Procon-SP e plataformas como Hurb e Decolar, os preços de passagens aéreas podem subir até 200% entre a baixa e a alta temporada. Já a diária de hotéis em destinos como Porto Seguro ou Gramado pode triplicar em julho.
Mas isso não significa que você precise abrir mão dos seus planos. Pelo contrário: entender esse mecanismo é o primeiro passo para driblá-lo. Quando você sabe que os preços sobem por escassez e concorrência, passa a agir com antecedência, criatividade e estratégia — e é exatamente isso que vamos explorar a seguir.
Reserve com antecedência: o segredo mais subestimado dos viajantes inteligentes

Se tem uma regra de ouro para viajar barato na alta temporada, é esta: reserve cedo. Muito cedo.
Companhias aéreas usam algoritmos que ajustam os preços conforme os voos se esgotam. Quanto mais perto da data de viagem, mais caro fica — especialmente em períodos de pico. O mesmo vale para hotéis: os quartos mais baratos somem primeiro.
Estudos do site Skyscanner mostram que, para voos domésticos no Brasil, o melhor momento para comprar uma passagem para julho ou dezembro é entre 2 e 4 meses antes. Isso pode significar comprar em março para viajar em julho, ou em agosto/setembro para o Réveillon.
E aqui vai um truque poucos conhecem: use alertas de preço. Plataformas como Google Flights, Kayak e até o próprio Instagram de algumas agências costumam avisar quando os valores caem. Às vezes, uma queda de R$ 150 pode acontecer do dia para a noite — e só quem está monitorando consegue aproveitar.
Além disso, pague à vista sempre que possível. Muitos sites oferecem descontos de 5% a 15% para pagamentos em boleto ou PIX. Parece pouco, mas em uma viagem para quatro pessoas, pode representar R$ 300 a R$ 600 de economia.
Escolha destinos “fora do radar”, mas igualmente encantadores
Você já ouviu falar em turismo de substituição? É uma estratégia simples: em vez de ir para Florianópolis em janeiro, que tal Bombinhas ou Imbituba? Em vez de Fernando de Noronha no Réveillon, que tal Porto de Galinhas com datas flexíveis?
Esses destinos, muitas vezes chamados de “secundários”, oferecem praias tão lindas quanto, estrutura semelhante e, o melhor: preços muito mais acessíveis — mesmo na alta temporada.
Por exemplo:
- Noronha pode custar R$ 1.200 por diária em dezembro.
- Porto de Galinhas (PE) oferece pousadas com café da manhã por R$ 350–500.
- Enquanto Itacaré (BA), com natureza exuberante e ondas perfeitas, raramente ultrapassa R$ 400 por quarto.
Outra ideia: viaje no “ombro” da alta temporada. Em vez de ir na primeira semana de julho, escolha a última. Em vez do dia 31 de dezembro, viaje no dia 28 e volte no dia 2. Você evita o pico máximo de preços e de multidões.
Dica bônus: pesquise por cidades próximas a aeroportos secundários. Voar para Vitória (ES) em vez de Rio ou São Paulo pode ser mais barato — e de lá, você chega a praias incríveis com menos de 1h de estrada.
Use programas de fidelidade, milhas e cashback a seu favor
Você sabia que acumular milhas não é só para executivos ou viajantes frequentes? Hoje, qualquer pessoa com um cartão de crédito básico — ou até sem cartão — pode começar a juntar pontos para trocar por passagens, hospedagens e até aluguel de carro.
Plataformas como Livelo, TudoAzul, Smiles e Dotz permitem trocar pontos por voos, mesmo em períodos de alta demanda. E, o melhor: você não paga taxas de embarque ao usar milhas em algumas dessas empresas (como a Gol, por exemplo).
Além disso, cartões de cashback como os do Nubank, Inter ou C6 devolvem de 1% a 2% do valor gasto em viagens. Parece pouco, mas R$ 100 de cashback em uma passagem de R$ 5.000 já ajuda a pagar um jantar especial.
E não se esqueça dos programas de fidelidade de hotéis. O programa Accor Live Limitless, por exemplo, dá descontos progressivos e noites grátis — mesmo em datas de alta temporada. Já o World of Hyatt permite resgatar diárias com pontos em resorts premium.
Importante: comece a juntar pontos agora, mesmo que sua viagem seja daqui a 6 meses. Milhas vencem, mas se usadas com estratégia, podem reduzir sua conta final pela metade.
Negocie, pesquise e adapte: flexibilidade é a nova moeda de troca
Viajar na alta temporada com pouco dinheiro exige uma qualidade rara: flexibilidade. Isso não significa abrir mão dos seus sonhos, mas estar disposto a adaptar detalhes que fazem toda a diferença no orçamento.
Por exemplo:
- Aceitar voar um dia antes ou depois do feriado pode reduzir o preço da passagem em até 40%.
- Escolher um quarto sem vista para o mar (mas com 5 minutos de caminhada até a praia) pode cortar R$ 200 da diária.
- Alugar um apartamento inteiro pelo Airbnb em vez de hotel pode sair mais barato para famílias — e ainda dá direito a cozinha, o que reduz gastos com alimentação.
E aqui vai um conselho pouco falado: negocie diretamente com a pousada. Muitos estabelecimentos pequenos não atualizam seus preços em tempo real nas plataformas. Um simples e-mail ou ligação perguntando “tem desconto para pagamento antecipado?” pode resultar em 10% a 20% de desconto — principalmente se você for educado e demonstrar interesse real.
Além disso, evite pacotes fechados. Às vezes, montar sua viagem por partes (passagem + hospedagem + passeios separados) sai mais barato do que um “pacote promocional” que inclui coisas que você nem usaria.
Planejamento é liberdade: transforme limitações em oportunidades

A verdade é que viajar na alta temporada com orçamento limitado não é impossível — é um desafio criativo. Cada restrição nos força a pensar com mais inteligência, a valorizar o essencial e a descobrir destinos que jamais consideraríamos.
Muitos viajantes relatam que, justamente por terem escolhido um lugar menos conhecido, viveram experiências mais autênticas e memoráveis. Sem filas, sem turismo de massa, com tempo para conversar com os locais e saborear um café da manhã tranquilo à beira-mar.
Portanto, não veja o orçamento como uma prisão, mas como um convite à inovação. Use as ferramentas certas, planeje com carinho e lembre-se: a melhor viagem não é a mais cara, mas a que te faz sentir vivo.
Conclusão: viajar bem não depende do bolso, mas da estratégia
Viajar na alta temporada sem gastar uma fortuna é perfeitamente possível — desde que você planeje com antecedência, explore alternativas e use as ferramentas certas. Reservar com meses de antecedência, optar por destinos secundários, aproveitar programas de fidelidade e manter flexibilidade com datas e acomodações são práticas que, combinadas, podem reduzir seus custos em até 50%.
Mais do que economizar, essas estratégias te dão mais controle, menos estresse e mais tempo para curtir o que realmente importa: os momentos únicos que só uma viagem sabe proporcionar.
Então, da próxima vez que alguém disser “não dá pra viajar em julho com pouco dinheiro”, mostre que com informação e criatividade, dá sim.
E aí, qual destino você vai escolher para sua próxima viagem na alta temporada? Conte nos comentários — e, se este artigo te ajudou, compartilhe com aquele amigo que sempre adia as férias por “falta de grana”! 🌴✈️

Elena Oliveira é uma entusiasta apaixonada por viagens, boa gastronomia e desenvolvimento pessoal. Movida pela busca constante de novas experiências, ela acredita que explorar o mundo vai muito além de conhecer lugares — é uma forma de evoluir, aprender e se desafiar. Adepta da liberdade financeira e do alto desempenho, Elena vive com propósito, equilibrando trabalho, prazer e autoconhecimento em cada jornada que empreende.






